Entre o caos e a inspiração
- Palavras Mágicas Editora
- 13 de nov. de 2025
- 1 min de leitura

ESCREVER, para mim, é mais do que alinhar palavras, é alinhar pensamentos perdidos e reconectá-los. Há dias em que a INSPIRAÇÃO chega de mansinho: parada no trânsito surge uma pequena ideia, uma frase, algo que pode levar dias para ganhar forma. Em outros, ela vem como um vendaval, atropelando tudo e despejando-se inteira na minha cabeça. Nessas horas, só resta correr para o papel antes que o caos transborde ou gravar tudo no celular, para depois transformar em texto.
A ESCRITA é o meu espelho mais honesto. Nela, não finjo serenidade quando o peito pesa, nem escondo o riso quando o coração resolve se abrir. Escrevo porque preciso entender o que sinto e, às vezes, nem isso: escrevo apenas para não sentir tanto, ou para me lembrar de que ainda sou humana.
Há quem veja a literatura como arte, técnica, vocação. Eu vejo também como sobrevivência. É o meu jeito de respirar quando o mundo parece apertado demais. Cada palavra é um pequeno respiro; cada texto, uma tentativa de me reorganizar por dentro.
Nem sempre o texto nasce bonito. Às vezes, é só desabafo, cru, desarrumado. Mas, com o passar dos dias, vou ajustando aqui, lapidando ali, até que, enfim, se torna um texto de verdade.
Porque, no fim, escrever é isso: transformar o invisível em palavra, o sentimento em forma, o silêncio em voz. É deixar um pedaço de mim no papel e, de algum modo, me reencontrar cada vez que alguém lê.





Comentários